A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, entidade que tem como bandeira a liberdade de não crença em qualquer divindade, sofreu um duro golpe nesta segunda. A campanha que utilizaria busdoor em Salvador e Porto Alegre acabou não sendo veiculada.
Em Salvador a justificativa é de que a empresa teme algum tipo de represália por parte dos empresários de ônibus ou do Estado.
Já em Porto Alegre a alegação, tardia por sinal, é de que existe lei municipal que proíbe qualquer tipo de propaganda de cunho religioso.
Nos dois casos, a realidade mostra o quanto a liberdade de expressão ainda é algo teórico e passível de interpretações a gosto do freguês. Não está em jogo aqui a questão religiosa, mas de que um produto tem todo direito de ser anunciado desde que não interfira nas leis vigentes ou seja objeto ou resultado de ato ilícito.
O ato de censura ganhou algumas notas de repúdio. O empresário Mario Kertesz por exemplo falou através do seu Twitter: "Absurdo as empresas de anúncio de ônibus em Salvador terem censurado a campanha publicitária pró-ateísmo." E ainda completa: "O espaço está aberto no Grupo Metrópole.", referindo-se ao grupo de comunicação do qual é proprietário na capital baiana.

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